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O que é

Consiste na administração de oxigênio em concentrações acima do que é encontrado no ambiente. Com isso, pacientes que sofrem de hipoxemia, ou seja, baixa concentração de oxigênio no sangue arterial, conseguem manter essa taxa acima de 90%, o que é considerado normal e é fundamental para o funcionamento dos tecidos do corpo todo.

A hipoxemia é capaz de gerar alterações físicas como confusão mental, taquicardia, hipotensão arterial e pode conduzir o paciente a situações críticas, como até mesmo a perda da consciência.

Dentre as doenças que podem cursar com hipoxemia, estão patologias como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), enfisema, bronquite, problemas cardíacos e anemia, capazes de causar insuficiência respiratória no paciente.

Tipos de oxigenoterapia

A terapia respiratória feita por oxigenoterapia pode ser de dois tipos: sistema de baixo fluxo e sistema de alto fluxo.

No sistema de baixo fluxo o paciente irá receber um fluxo abaixo da demanda, com uma média de 6 litros por minuto e concentração que pode variar de 24% a 90%. A administração é feita via nariz, faringe, ou traqueia. Já no sistema de alto fluxo a concentração de oxigênio fornecida é igual ou superior ao fluxo inspiratório máximo do paciente.

 

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Indicações

A oxigenoterapia tem o objetivo de melhorar a oxigenação dos tecidos; retardar ou amenizar quadros de dispneia (falta de ar); e fazer com que haja estabilização em casos de doenças cardíacas. Na maioria dos casos, o oxigênio deve ser usado durante o dia todo, porém em alguns casos só é necessário utilizá-lo durante a prática de atividades físicas, ou na hora de dormir. Dentre algumas das patologias tratadas com oxigenoterapia, estão:

 

DPOC (doenças pulmonares obstrutivas crônicas)

As doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC) englobam o grupo de doenças pulmonares que impedem o fluxo de ar nos pulmões e dificultam a respiração. No grupo das doenças pulmonares obstrutivas crônicas estão patologias como a bronquite crônica e o enfisema pulmonar.

Os sintomas envolvem falta de ar; tosse crônica; respiração inconstante e fadiga. As DPOC são tratadas com broncodilatadores e corticoides associados à terapia respiratória feita com oxigenoterapia e reabilitação.

 

Fibrose Pulmonar

A fibrose pulmonar é uma patologia na qual surgem cicatrizes no tecido pulmonar, fazendo com que ele fique mais rígido, reduzindo o tamanho dos pulmões e prejudicando a troca de gases com o ambiente. O paciente com fibrose pulmonar tem falta de ar, tosse seca e fadiga. Nos casos de fibrose pulmonar, opta-se pelo uso de corticoides e terapia respiratória feita por meio da oxigenoterapia para melhorar a respiração e as crises de falta de ar, além também da reabilitação especializada.

 

Edema Pulmonar

O edema pulmonar é o acúmulo de líquido nos pulmões que interrompe o fluxo normal do oxigênio nos pulmões, causando a falta de ar e a sensação de afogamento. Na maioria dos casos o edema pulmonar é causado por insuficiência cardíaca, que causa o uma pressão maior do que a normal nas veias do pulmão. O tratamento para edema pulmonar é feito com oxigenoterapia, administração de medicamentos diuréticos e uso de máscaras para auxílio da respiração com pressão positiva (CPAP ou BiPAP).

 

Pneumonia

A pneumonia acontece quando há uma inflamação nos pulmões que afeta os alvéolos pulmonares, que é onde ocorre a troca gasosa. O paciente sente dificuldade de respirar, dor no peito e tosse seca. A pneumonia é tratada com antibiótico e fisioterapia respiratória no período no qual ela afeta a respiração.  

 

Taquipneia

Trata-se da respiração acelerada e superficial. A taquipneia é um sintoma e está relacionada a doenças respiratórias e cardíacas, ansiedade, gravidez, estresse, síndrome do pânico, entre outras. Uma pessoa adulta tem uma média de 12 a 20 incursões respiratórias por minuto: um valor maior do que este é considerado como taquipneia.

Geralmente, a respiração acelerada é pontual, ou seja, ao cessar a causa da taquipneia, ela também cessa. Em alguns casos, a oxigenoterapia pode ser usada para controle da taquipneia, principalmente nas situações de esforço do paciente.

Mais Informações

Apesar de a oxigenoterapia ser indicada para vários casos e patologias, é importante lembrar que altas doses e um longo tempo de exposição ao oxigênio podem causar intoxicação. Dentre alguns dos sintomas relacionados à intoxicação por oxigênio estão tremores, contrações, convulsões, náuseas, vômitos e dor torácica.

Lembre-se que em casos de insuficiência respiratória, hipoxemia, hipóxia, ou em casos relacionados a patologias que podem ser tratadas com oxigenoterapia, a primeira medida é consultar um médico especialista: ele irá pedir os exames necessários para o diagnóstico e recomendar o tratamento mais adequado para cada caso. Evite qualquer tipo de automedicação.

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Responsável técnica

Luciana Gardin
Fisioterapeuta Coordenadora
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