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O que é?

A incontinência urinária é uma condição que acomete a qualidade de vida em vários âmbitos como o social, o psicológico e o físico. O problema pode afetar pessoas de ambos os sexos, níveis econômicos e faixas etárias das mais variadas, embora a incidência seja maior em pacientes com idade superior a 60 anos.

A disfunção pode ser ocasionada por esforço ou urgência. Na incontinência urinária de esforço, o paciente submetido a algum tipo de força não consegue controlar a urina. Isso ocorre, por exemplo, após uma crise de tosse ou espirro. Já na incontinência urinária de urgência, a pessoa perde urina antes de ir ao banheiro, sem se dar conta da necessidade fisiológica.

Esse problema ocorre quando há uma perda na coordenação do períneo, diafragma muscular responsável pela liberação ou bloqueio da urina. Normalmente quando há enchimento total ou parcial da bexiga (entre 400 ml e 500 ml), o esfíncter (órgão responsável que impede a saída desmedida da urina) contrai. Para esse processo dá-se o nome de sinergismo vesico-esfincteriano. Esse controle não ocorre em pessoas com incontinência urinária, por isso o paciente acaba por expelir a urina involuntariamente.

Tratamento

Durante a consulta, o urologista responsável abrirá uma investigação para a causa da incontinência urinária. Elas podem ser desencadeadas por vários fatores (distintos entre homens e mulheres) como infecções, efeitos colaterais de medicamentos, constipação intestinal, fraqueza muscular, cirurgias ginecológicas e aumento da próstata.

Com a identificação apropriada do problema, o médico irá encaminhar o paciente para o tratamento mais adequado. De forma geral o mais comum se refere à reabilitação perineal. Esse tratamento é totalmente baseado em exercícios funcionais para o fortalecimento e resistência muscular do assoalho pélvico. 

Por sua vez, essa estrutura é formada por um conjunto de músculos, fáscias e ligamentos responsáveis por funções sexuais e de micção. Ademais, a região é fundamental para a sustentação de órgãos localizados na cavidade pélvica, graças ao períneo. Essa área localizada fora do assoalho pélvico é responsável por regular a micção, entre outros processos.  O períneo é um diafragma muscular que auxilia o desempenho de órgãos essenciais para o bloqueio ou liberação da urina.

A reabilitação perineal é realizada em três frentes: fisioterapia ativa, biofeedback e eletroestimulação. Na fisioterapia ativa, o paciente é submetido a uma série de exercícios de fortalecimento dos músculos sinergistas e da pelve. Geralmente são utilizados em mulheres que precisam se recuperar da força muscular exercida durante o parto. Esse tratamento, inclusive, inibe a incontinência urinária de esforço. Além disso, a fisioterapia contribui para o controle do esfíncter e funcionalidade dos nervos. 

Já o biofeedback contribui para o controle do paciente, por meio de estímulos visuais gerados por uma máquina de medição de esforço. Sendo assim, a pessoa é condicionada a realizar a força adequada para a micção.

Por fim a eletroestimulação, que compreende no tratamento por meio de estímulos com agulhas inseridas nos músculos dos pacientes. Esses impulsos elétricos, que podem ser realizados nas mais diversas frequências, causam contrações musculares. Dentre os três tipos de reabilitação perineal, a eletroestimulação é o menos utilizado.

Nos homens, esse tratamento é indicado após a remoção da próstata e incontinência urinária de esforço propiciado por cirurgias e traumas na próstata. Já a reabilitação perineal feminina é sugerida para mulheres com um tipo de cisto na bexiga (prolapso), útero ou intestino, recorrente de partos vaginais. Em idosos, de ambos os sexos, a incontinência urinária de urgência é a mais comum.

Forma do tratamento

A Evolua - Assistência Integral Domiciliar criou um programa especial chamado Evofree, especializado para casos de incontinência urinária. Nele o paciente realiza as atividades de fisioterapia com ajuda de um profissional especializado. Quando o tratamento presencial é dado por encerrado, como de praxe, a pessoa deverá continuar as atividades de fortalecimento na própria casa. Nas mulheres, o tratamento pode ser feito um mês após o parto. Nos homens a reabilitação é imediata após a retirada da próstata. 

As atividades compreendem uma série de exercícios de fortalecimento para os músculos responsáveis pela micção, caso do pubo coccígeo e os sinérgicos. Os movimentos nessas regiões são supervisionados por profissionais incumbidos em contribuir para resistência do paciente. 

Inclusive, as pessoas que se submetem a essa reabilitação, são instruídas a executar exercícios no banheiro, antes e durante a micção. Esses procedimentos podem ser executados em pé, sentado e até mesmo enquanto estiver deitado. Dessa forma, qualquer paciente que esteja sofrendo com a incontinência urinária de urgência ou de esforço poderá inibir a disfunção em médio prazo.

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Responsável técnica

Luciana Gardin
Fisioterapeuta Coordenadora
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